Manuel Rodrigues

Manuel Rodrigues de Oliveira Marcelino


Este poeta popular, natural da Torre (Reguengo do Fetal), infelizmente, já não faz parte do número dos vivos, porém mantêm-se bem viva a sua memória, através dos sugestivos e ótimos poemas que nos deixou.


Nasceu em 1899 e até aos 24 anos viveu na torre, altura em que decidiu correr mundo.

Partiu em demanda do extremo oriente e depois de ter passado a vastidão dos mares ficou algum tempo em Lourenço Marques em Moçambique.


Volta a Portugal, mas passado pouco tempo volta a embarcar a bordo do “África” cerca de 1925….

Quando regressou dedicou-se à agricultura e foi membro da Junta de Freguesia do Fetal.


Saudade


Saudade sempre saudade

Sentimento que nos vem

Saudade, saudade, saudade

Uma lembrança de alguém


Saudade sempre saudade

Esta mágoa tão sentida

Saudade, saudade, saudade

D´alguém que partiu da vida.


Saudade sempre saudade

No meu peito se alojou

Saudade, saudade, saudade

Que partiu e não voltou


Saudade, sempre saudade

Um flagelo sem nome

Saudade, saudade, saudade

É mágoa que nos consome