Maria Gomes Morais Carvalho


Natural da freguesia da Cavada de Carnide – Pombal é viúva de um reguengueiro.


Vive no Reguengo do Fetal desde 1970.


A sua vida poética caracteriza-se pela naturalidade com que, de improviso é capaz de fazer quadras.


Por isso, é convidada a dizer as suas quadras em eventos de raiz popular.


Quadras soltas


Tenho dentro do meu peito

Bem junto do coração

Duas palavras que dizem

Morrer sim, deixar-te não


Chove chuva miudinha

Faz da terra um lamaçal

Dezembro é mesmo assim

Está a chegar o natal


O sol aquece a gente

Também transmite alegria

Mas a chuva é o sangue da terra

Sem ela nada se cria


A água corre veloz

Bem juntinha até ao mar

Assim corre a minha voz

P´ra quem me está a escutar