Maria Minervina Calado Costa


Nasceu no Reguengo do Fetal a 31 de Março de 1934.

Filha de Francisco Gomes Calado e de Glória de Jesus Ribeiro terá herdado do pai, os dotes artísticos e poéticos que exibe e, da mãe a sensibilidade e as mãos habilidosas que tem.


A sua veia artística tem-se revelado multifacetada, pois, as mãos têm produzido obra «a que vai desde o desenho e pintura à cerâmica, aos bordados, à costura, à culinária e à poesia.


Em relação à poesia, os seus méritos são de realçar, uma vez que, com um estilo muito simples, mas impregnado de realismo e de uma graça enternecedora e sensibilizante, é capaz de nos incutir curiosidade para de “fio a pavio” lermos os seus versos.

Mãe


Palavra duma só sílaba

Todos a queremos ter,

Mesmo que seja uma silva

Queremo-la até morrer



Mãe é amor, é ternura

É a presença na dor

Sente-se na sua voz, a doçura

No seu regaço, o calor



Mãe, quando és nossa amiga

Quão livremente te doaste

Muito obrigada mãe

Por tanto que nos amastes